.^^.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
fly away
VOAR A-CAMINHO
==============
Escuta-me:
minhas orelhas são asas
porque eu posso ouvir
minhas mãos são asas
porque eu as uso
eu desenho asas
porque minhas mãos eu as uso
meus pés são asas
porque eu corro o mais rápido possível
porque eu ouço
meu mp3 são asas
Minhas axilas são asas
porque eu não quero mais tomar banho
Eu acho que você se foi
porque [no fundo] eu acho que você voltará
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Escuta-me:
minhas orelhas são asas
porque eu posso ouvir
minhas mãos são asas
porque eu as uso
eu desenho asas
porque minhas mãos eu as uso
meus pés são asas
porque eu corro o mais rápido possível
porque eu ouço
meu mp3 são asas
Minhas axilas são asas
porque eu não quero mais tomar banho
Eu acho que você se foi
porque [no fundo] eu acho que você voltará
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
guardar
Ela usar seus dentes de brincos de pérola; a pupila, de pedra no anel; o cabelo, correntes de ouro dezoito. Jogar bola com aqueles seios. A tristeza um filme - o bilhete a pele de pétala. O kit inteiro uma luva para coceira.
Ela tirar os brincos e pôr de volta na boca. A pupila de volta no olho. O cabelo lavado, pintado, a preço de peruca mesmo. O seio embaixo da blusa - o filme não saiu, a pele podia ser epiderme mesmo, a coceira passou.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
aged 8 obesos_meses
Usando uma vela de metáfora, dizia a mina (porque era uma guria de 13 anos): “eu tenho de queimar, todos tem de queimar”; inda que recepcionava a mensagem com seriedade digna das metáforas e das religiões ou de quaisquer assuntos espitiruais e poéticos (terreno fértil das metáforas) e mesmo concorde ao clima fraternal da missa católica, um por cento da minha exegese ria-se ao associar o discurso à rosca: "todos temos de queimar”, “o padre queima”, “sem queimar não somos gente".
A bobagem (e a potencial piada) tem seu escaninho garantido (paralelo aos demais, especialmente ao assunto principal da hora, e sempre pronto a cruzá-los) no pensamento, por mais que seja apenas de sessenta por cento.
Assim como indubitavelmente a pulsão sensual: mesmo numa missa, num funeral, num defunto etc.
Talvez a única poderosa arma contra isso seja o amor paterno (e sua versão original e arrasadora – o materno).
Mas isso nem é o caso de se discutir agora. Dispenso a discussão, fico com o assunto: criticava teoricamente os pais que abandonam tudo pelos filhos: o que envolve desde postar fotos no Orkut exclusivamente com a criança e todas as possíveis da criança sozinha, até inscrever a filha no balé, inglês, piano e defendê-los com unhas e dentes sem lograr atingir uma distância de olhar neutro e, a mais grave conseqüência, esquecer-se de si mesmo – quebrar a barreira do egoísmo fundamental.
Mas o “como sabê-los?” da questão deu-me um tapa de luva ou soco no queixo com uma pequena demonstração já subentendida no diminutivo da alcunha padrinho.
Minha crítica era teórica. Aliás, é da crítica ser teórica, ser cri-cri, ser fria, finalmente ser o contraponto à gratuidade da estética do emocionante; é o que lhe impede de escrever encontros em aeroportos no final do filme e mais infinitesimal e subjetivamente harmonizar criações em geral. A crítica é teu pai, ou teu amigo, ou tua mãe, ou teu mordomo assassino lhe aconselhando a largar a vaca pela qual se apaixonaste – mas que é linda e parece gostar tanto de ti.
Sou rigoroso com os critérios para o adjetivo “melhor” (e sonho um dia em não ter mais que usá-lo, inutilizando-o sob o foco nas características – o tal “nem melhor, tampouco pior, apenas diferente”), sempre o relativizando e apelando a termos como “mais importante”, “destaque”, “para mim” etc. inda mais numa questão como os bebês, que como os cachorros são bonitos todos, e talvez os nomes próprios e talvez sejam as coisas todas feias e bonitas na mesma medida conforme o contexto – mas o que não disse e me coçou a goela (margem para os dez, vinte por cento) era que Manoela é o BEBÊ MAIS LINDO DO MUNDO.
A bobagem (e a potencial piada) tem seu escaninho garantido (paralelo aos demais, especialmente ao assunto principal da hora, e sempre pronto a cruzá-los) no pensamento, por mais que seja apenas de sessenta por cento.
Assim como indubitavelmente a pulsão sensual: mesmo numa missa, num funeral, num defunto etc.
Talvez a única poderosa arma contra isso seja o amor paterno (e sua versão original e arrasadora – o materno).
Mas isso nem é o caso de se discutir agora. Dispenso a discussão, fico com o assunto: criticava teoricamente os pais que abandonam tudo pelos filhos: o que envolve desde postar fotos no Orkut exclusivamente com a criança e todas as possíveis da criança sozinha, até inscrever a filha no balé, inglês, piano e defendê-los com unhas e dentes sem lograr atingir uma distância de olhar neutro e, a mais grave conseqüência, esquecer-se de si mesmo – quebrar a barreira do egoísmo fundamental.
Mas o “como sabê-los?” da questão deu-me um tapa de luva ou soco no queixo com uma pequena demonstração já subentendida no diminutivo da alcunha padrinho.
Minha crítica era teórica. Aliás, é da crítica ser teórica, ser cri-cri, ser fria, finalmente ser o contraponto à gratuidade da estética do emocionante; é o que lhe impede de escrever encontros em aeroportos no final do filme e mais infinitesimal e subjetivamente harmonizar criações em geral. A crítica é teu pai, ou teu amigo, ou tua mãe, ou teu mordomo assassino lhe aconselhando a largar a vaca pela qual se apaixonaste – mas que é linda e parece gostar tanto de ti.
Sou rigoroso com os critérios para o adjetivo “melhor” (e sonho um dia em não ter mais que usá-lo, inutilizando-o sob o foco nas características – o tal “nem melhor, tampouco pior, apenas diferente”), sempre o relativizando e apelando a termos como “mais importante”, “destaque”, “para mim” etc. inda mais numa questão como os bebês, que como os cachorros são bonitos todos, e talvez os nomes próprios e talvez sejam as coisas todas feias e bonitas na mesma medida conforme o contexto – mas o que não disse e me coçou a goela (margem para os dez, vinte por cento) era que Manoela é o BEBÊ MAIS LINDO DO MUNDO.
sábado, 27 de novembro de 2010
rj_ Comentário óbvio e s/ pretensões estéticas
Usamos os tanques, hein! Os blindados também. Já saiu daqui uma equipe do BOPE e - garanto - ouvimos tiros hoje. As bandeiras brancas estão acenando para o Globocop - e são de negros e de favelados - garanto - é a voz da comunidade - até flamenguistas são. Mais de duzentas pessoas foram presas e muitas mais serão - e sairá logo, logo mais um presídio, grandão, segurança máxima. Os repórteres têm de usar colete à prova de balas, precisa mesmo - garanto. E esses subumanos do tráfico estão fugindo que nem ratos - e sim, eu assisti ao Tropa 3 e, sim, há um Che Guevara estampado num bíquini de 300 paus. Nosso arsenal é muito mais forte do que o deles. Garanto que eles estão FODIDOS.
Mas quem quiser hoje à noite fumar uma bomba ou numa festinha massa dar uma cheirada numa carreirinha, tranquilinho, sem fazer mal a ninguém, comprará de quem? Ou se instaura uma tolerância zero aos usuários (o que incomoda a palavra liberdade) ou então LEGALIZA, LEGALIZA JÁ (fora as ações permanentes nos períodos de paz no Rio, na entressafra do caos, que mesmo em minúsculas têm efeito caps lock). E, como disse Lydia Gabellini (não sei se ela que disse originalmente, mas ela disse), “se chegamos em casa e ela está inundada por conta de uma torneira aberta, o que fazemos primeiro? Secamos o chão ou fechamos a torneira?” pode até não ser tão simples, mas a violência maior é o TRATAMENTO UNILATERAL dado pela IMPRENSA BRASILEIRA (e de forma organizada: repórteres, âncoras, entrevistados) nos últimos dias a isso tudo. Que medo de perder a Olimpíada.
*tão somente me junto ao coro sem microfone que sabe o que tem de ser feito e sabe por que não é feito.
Mas quem quiser hoje à noite fumar uma bomba ou numa festinha massa dar uma cheirada numa carreirinha, tranquilinho, sem fazer mal a ninguém, comprará de quem? Ou se instaura uma tolerância zero aos usuários (o que incomoda a palavra liberdade) ou então LEGALIZA, LEGALIZA JÁ (fora as ações permanentes nos períodos de paz no Rio, na entressafra do caos, que mesmo em minúsculas têm efeito caps lock). E, como disse Lydia Gabellini (não sei se ela que disse originalmente, mas ela disse), “se chegamos em casa e ela está inundada por conta de uma torneira aberta, o que fazemos primeiro? Secamos o chão ou fechamos a torneira?” pode até não ser tão simples, mas a violência maior é o TRATAMENTO UNILATERAL dado pela IMPRENSA BRASILEIRA (e de forma organizada: repórteres, âncoras, entrevistados) nos últimos dias a isso tudo. Que medo de perder a Olimpíada.
*tão somente me junto ao coro sem microfone que sabe o que tem de ser feito e sabe por que não é feito.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sabe o__jeito
******ATENÇÃO********
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Esta mídia dinamicamente atualizável (DETESTO a palavra blog, mas é isso) voltará a funcionar com uma freqüência (válido até 2012) mais freqüente. Quem for parceiro estou no facebook.com/joaogrando e aquela coisarada toda (flickr, twitter, youtube etc.) c/ o alias joaogrando _ sou relativamente nerd para deixar a parada relativamente atualizada - mas relativamente malandro p/ usar a palavra parada e relativamente idiota para pensar em palavra parada em movimento ou movimento pela palavra parada. Mas isso - e "isso" é aqui este blog (aqui) voltará, numa conotação se pá até meio 'VOLTOU', como eu voltei ao futebol e ao jiu jitsu etc. após 4 merdas de longos meses em fisioterapia - "João voltou! Dom voltou!" naquele ritmo - sabem o jeito (olha a malandragem aí, gente).
Por ora, uma amostrinha da VÁ0 vindoura, seqüenciando (até 2012) a já sabida VÁ#-1 [http://bit.ly/va-1].
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