.^^.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
1/2 morto_1/2 futuro
Nos ombros, Drummond carrega a poesia
Um pomar, um vestido, um cheiro,
uma flor mesmo, o amor, o tédio, o tempo
e eles e nós indefesos, ilesos
pela proteção de sua vigília
É chama, mas é muito sério que não é querida
Era de se evitar pensar e olhar, de qualquer coisa para evitar
Enfiou a caneta no cu e ficou grávido de poesia:
o cara não pára para um café
Robocop leva Detroit nos deltóides.
Não se pode parar um minuto.
É preciso ser metade morto, metade futuro.
Um pomar, um vestido, um cheiro,
uma flor mesmo, o amor, o tédio, o tempo
e eles e nós indefesos, ilesos
pela proteção de sua vigília
É chama, mas é muito sério que não é querida
Era de se evitar pensar e olhar, de qualquer coisa para evitar
Enfiou a caneta no cu e ficou grávido de poesia:
o cara não pára para um café
Robocop leva Detroit nos deltóides.
Não se pode parar um minuto.
É preciso ser metade morto, metade futuro.
pg. 153 do VÁ.pdf#-1, onde há outros poemas inéditos.
Português_BR vs. English
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
{ela é é; tu, és}-trecho: 13 km/h
João corre, a uns treze por hora. Era de fato bom que ele corresse e chegasse de peito ofegante lá. O vestido que ela está deixa a parte mais tenaz da coxa à mostra, o pé e a panturrilha conseqüente estão molduradas na forma mais reveladora dos músculos por estarem no alto de um salto. A parte menos levada a público, a continuação da coxa que se ligará à bunda, estava sob o vestido, para acentuar a curiosidade, mas revelando apenas o volume que ele encobria, dando assim uma das duas sugestões – a outra vinha da parte antes dita, pela qualidade da pele que continha os músculos à mostra. Enfim, era bom que seu peito estivesse preparado para um encurtamento brusco entre diástole e sístole.
trecho do romance 'ELA É É; TU, ÉS.'que vem sendo escrito desde 2006.
consta também na pág. 69 do VÁ.pdf#-1
trecho do romance 'ELA É É; TU, ÉS.'que vem sendo escrito desde 2006.
consta também na pág. 69 do VÁ.pdf#-1
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
fundo para cima
Hoje conosco uma entrevista exclusiva
com as perguntas que não querem falar
É uma entrevista coletiva, nós perguntamos
às perguntas
o que elas têm a nos dizer?
Tem uma pergunta que não quer calar
Mas muitas vezes as perguntas que não querem calar
estão em silêncio.
Eu pergunto para a pergunta
mas a pergunta só quer perguntar.
***
O vento mesmo é o ar
quando está mais atento
as coisas
E descobre que pode mudar
o cabelo de lugar
***
Se fores passear com uma moça e tirares o relógio,
especialmente se for à noite, o tempo durará o tempo
do passeio.
Porém
a manutenção das horas
é útil no dia a dia.
Falar também é útil no dia a dia.
Então, se você olhar e deixar a boca parada
o olhar vai durar
o tempo de olhar.
***
a terra é o mar
do mar
(no fundo,
o mar é terra)
o mar é o mar
da terra
há terra por tudo
embaixo do mar
que está em volta
de toda a terra
se se aterra a beira
a metáfora vira plataforma
***
Ctrl V nã faz barulho,
mas tem o da tecla, um barulhinho
rasgar o papel faz barulho
olhar e guardar depois lembrar
ninguém precisa saber
***
O buraco entre um ano e outro (chamado férias) só existe
na juventude e infância
depois o buraco às vezes cai
até em setembro porque o chefe quer o buraco no verão
[+] FUNDO PARA CIMA, poesia infantil, consta na pg. 142 do VÁ.pdf#-1
com as perguntas que não querem falar
É uma entrevista coletiva, nós perguntamos
às perguntas
o que elas têm a nos dizer?
Tem uma pergunta que não quer calar
Mas muitas vezes as perguntas que não querem calar
estão em silêncio.
Eu pergunto para a pergunta
mas a pergunta só quer perguntar.
***
O vento mesmo é o ar
quando está mais atento
as coisas
E descobre que pode mudar
o cabelo de lugar
***
Se fores passear com uma moça e tirares o relógio,
especialmente se for à noite, o tempo durará o tempo
do passeio.
Porém
a manutenção das horas
é útil no dia a dia.
Falar também é útil no dia a dia.
Então, se você olhar e deixar a boca parada
o olhar vai durar
o tempo de olhar.
***
a terra é o mar
do mar
(no fundo,
o mar é terra)
o mar é o mar
da terra
há terra por tudo
embaixo do mar
que está em volta
de toda a terra
se se aterra a beira
a metáfora vira plataforma
***
Ctrl V nã faz barulho,
mas tem o da tecla, um barulhinho
rasgar o papel faz barulho
olhar e guardar depois lembrar
ninguém precisa saber
***
O buraco entre um ano e outro (chamado férias) só existe
na juventude e infância
depois o buraco às vezes cai
até em setembro porque o chefe quer o buraco no verão
[+] FUNDO PARA CIMA, poesia infantil, consta na pg. 142 do VÁ.pdf#-1
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