O LHC, Large Hadron Collider, 27 km, vários anos para ser feito, vários envolvidos, países, cientistas, vários $, centenas de bilhões de bits.
Um monstrão, uma toupeira colossal abaixo da terra para uma pergunta simples: de onde viemos?
Agora imagina o tamanho da geringonça para outras maracutaias, como “quem sou eu?” ou “o que você está pensando?”?
Talvez muitas respostas apareçam no túnel, afinal é um experimento.
Não custa lembrar, em 11 de setembro, além do que todo mundo lembrou, os Beatles gravaram seu primeiro single, em 1962 (não estou certo quanto a isso, mas esta coisa de se pôr em prática o que se queria fazer há tempos (e mesmo numa esfera pessoal, nesta época eu comecei com o blog) é coisa de primeira quinzena de setembro, mês-mudança, mês-início, mês-explosão, a menos que elas sejam ilusões sintomáticas da primavera meridional).
"Não te espantes com máquinas, com invenções de última hora. Inacreditável é a quantidade de elementos que ainda não obedecem aos homens."
Mar, de Gonçalo M. Tavares
.^^.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
dear prudence
Looking around que eu me deparei e venho me deparando há algumas semanas com esta propaganda do preservativo Prudence nuns pontos de ônibus.

***
flutuar
tu, ar
tu
ar
***
Após descobrir (descobrir no sentido de começar a usar) esses três asteriscos, eu posso falar de coisas soltas (e óbvias): Eduardo Santos fez valer nos nossos nervos a máxima de que o que importa é competir. Fomentou um momento tão olímpico quantos os recordes Phelpsianos com 100% menos medalhas – porque competiu francamente.
E continuou franco ao falar.
Muito se chora quando se tenta falar o que ouvindo a gente sabe que chorará.
Porque a cabeça quer falar, mas quando se tenta o som caem lágrimas, porque é só o que se consegue emitir no momento, porque o momento (ou sua dor, ou sua alegria, ou só a dor, ou só a alegria) é grande demais (não para achar, mas) para proferir as palavras correspondentes.
E não há como vencer isso.
A lágrima soa como uma bandeira branca, como um tapinha no tatame no Judô.
***
E lágrimas nos olhos, bandeira branca, lágrimas de guerra calham neste escrito:
Máscara
<(Renata Nassif)
"nos dias de luto
deixo os mortos
à terra
maquiagem é escudo
o preto nos olhos
vela a perda
pinto o rosto
como quem vai
à guerra"
***
flutuar
tu, ar
tu
ar
***
Após descobrir (descobrir no sentido de começar a usar) esses três asteriscos, eu posso falar de coisas soltas (e óbvias): Eduardo Santos fez valer nos nossos nervos a máxima de que o que importa é competir. Fomentou um momento tão olímpico quantos os recordes Phelpsianos com 100% menos medalhas – porque competiu francamente.
E continuou franco ao falar.
Muito se chora quando se tenta falar o que ouvindo a gente sabe que chorará.
Porque a cabeça quer falar, mas quando se tenta o som caem lágrimas, porque é só o que se consegue emitir no momento, porque o momento (ou sua dor, ou sua alegria, ou só a dor, ou só a alegria) é grande demais (não para achar, mas) para proferir as palavras correspondentes.
E não há como vencer isso.
A lágrima soa como uma bandeira branca, como um tapinha no tatame no Judô.
***
E lágrimas nos olhos, bandeira branca, lágrimas de guerra calham neste escrito:
Máscara
<(Renata Nassif)
"nos dias de luto
deixo os mortos
à terra
maquiagem é escudo
o preto nos olhos
vela a perda
pinto o rosto
como quem vai
à guerra"
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