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quinta-feira, 6 de março de 2014

má_mágica

"A fé não ajuda quando o problema é a possibilidade de fantasmas. Aliás, ela é que gera o problema, no caso."
@joaogrando em 10 de agosto de 2012


Eventualmente submeto-me a um exercício mental vicioso que consiste em invocar algum sinal que manifeste a presença de uma entidade funesta, algo como "se o diabo ou algum espírito maligno estiver aqui, a luz irá se acabar agora"; da pergunta lançada seguem-se instantes de temor paranóide, tanto pela eventual resposta quanto pela masoquista necessidade de inquirir novamente a cada negativa, a fim de dar-lhe outra chance de confirmação, naquela atividade típica da mente aquecida quando não tem sua energia canalizada (cabeça vazia morada do diabo) e faz dela sua própria força implosiva - o raciocínio levando ao fim da razão por um colapso gerado pela saturação. 

Imaginai agora o dia em que essa infeliz coincidência, através de uma falta de energia comum, acontecer? Pois que às vezes eu tomo banho de madrugada – e a madrugada até poderia ser definida, para fins deste texto, como qualquer horário à noite em que se está sozinho em casa –; ao fechar os olhos para enxaguar o cabelo, às vezes começo a pensar se ao abri-los não haverá alguma manifestação à minha frente; e nem me refiro a uma idosa já em estado de decomposição ou mesmo uma criança com a pele muito branca – para falar dos exemplos mais explorados nos gêneros de terror –, qualquer manifestação – poderia ser uma capivara – seria motivo para o pavor. Ou, talvez pior ainda, que em vez da sala que se apresenta ao sair do banheiro, abrir-se-ia um precipício.  

Devido à intensidade, o momento se expande e toma para si o tempo total, a situação sugere-se permanente: já projeto que na manhã seguinte todas as pessoas que estão à minha volta se revelarão extraterrestres que me domesticaram, abrindo seus olhos luminosos para mim após décadas de simulação. Ou simplesmente a faceta mais remota do tempo, aquela em que definitivamente não estaremos aqui, nem eu, como ser vivo, tampouco nós, como espécie, torna-se o foco retumbante dos propósitos, que passam logicamente a serem inúteis a partir dessa escala. 

Em meio a esses questionamentos, como é típica da reação medrosa, a nossa atenção eficazmente se maximiza e se preparar para o pior: o barulho da descarga do vizinho vindo pela janela do banheiro soa como o rugido de uma besta.

Independentemente do nível de realismo, qualquer possibilidade é assustadora caso a expectativa se confirmasse. A aparição abrupta de uma idosa, por exemplo, se defeso num ceticismo irrevogável, revelaria uma hipótese inda pior: a de que a figura então à minha frente seria a criação de uma doentia mente esquizofrênica e não um fantasma pertencente ao plano físico que interage (o plano, não necessariamente a figura) com todos. A perturbação, além de manifesta, seria privada. 

Uma possibilidade cética e que anula o terror se baseia no modelo em que a realidade é um mosaico continuo e dinamicamente formado de modo aleatório pelas partículas elementares, de tal modo que o esperado (o banheiro ser simplesmente o banheiro) tem 99,999999999999999999999% de probabilidade de sê-lo, já que as formações estranhas a um banheiro (uma textura de pele, por exemplo) ficam invisíveis na medida em que não se engendram satisfatoriamente para alcançar a densidade de serem vistas, de virarem imagem. A partir desse sistema, a sequência combinatória das partículas gerará tudo ao longo de trilhões de trilhões de trilhões de anos, e ocorrerá de num futuro remotíssimo essa faixa organizada das combinações (o mundo real, como o conhecemos) se perder por completo, um retorno ao caos, uma desconstrução efetiva da materialidade (como a que a arte, como sempre, previu). Mas nada impede que a improvável combinação que gera uma figura ocorrer alheia à massa óbvia da probabilidade maior, como deve acontecer lá muitíssimo raramente em tantos espaços desabitados ou mesmo inabitáveis da atmosfera do nosso planeta (um caça-níquel quadridimensional de escala incalculável). Numa dessas, tu podes ser o azarado a presenciar tal raríssimo alinhamento, tal bug quântico sincrônico. 

Aliás, em 2004, na ocasião da construção de um poema, defini minha teoria sobre a aparição de espíritos: quando morremos, nossa alma se decompõe junto com o corpo [vide o texto “Alma gêmea de tudo”]. As partículas são imortais, mas, a partir da morte do indivíduo, ficam livres e, como tais, tendem a se separar. Nalgumas pessoas a negação da morte fica embutida na vibração e, quando ela chega, a energia própria de cada partícula não está preparada para seguir em frente e, ao invés de partir, tenta retornar aonde estava (algo de Síndrome de Estocolmo) – uma vontade de voltar ao passado (ou mantê-lo como presente) elementar. No caso do fantasma, uma considerável parte das partículas tem essa energia retrógrada, então o esforço conjunto é tanto que conseguem se reunir de maneira suficiente para atingir parcialmente a materialidade, mas, já sem a misteriosa liga da vida, não podem sustentá-la por muito tempo (o que explica a aparição) e sem a densidade suficiente para ser sólido (o que explica a vaporização dos espíritos, que atravessam paredes, que sempre têm um grau de transparência nas representações ficcionais). Isso também explica porque a sabedoria antiga ensina que só os fantasmas de mortos com pendências em vida voltam. Porque eles são nada mais do que o esforço coincidente de várias partículas que se separaram em permanecer num lugar com o qual já tiveram o ciclo encerrado; como um ex-aluno de uma universidade que não teve sua vida adulta bem sucedida e tenta retornar à vida de estudante – isso é comum com um aluno que outro, mas imaginai quase uma turma inteira? E se resolvessem todos voltar ao que eram, viver a vida que tinham? Poderiam usar as mesmas roupas, frequentar os mesmo lugares, até voltar à universidade. Seguramente não seriam como a turma original, mas não seria difícil identifica-los – o fantasma é sempre um eco malfeito de seu original. É um remendo das partículas verdadeiras, mas não o seu encaixe perfeito. As partículas se reúnem: talvez não as partículas que lhe davam cheiro, não as partículas que lhe davam som, mas as partículas que lhe davam imagem (assim sendo, haveria também vozes do além, ou fantasmas em forma de cheiro, mas que indubitavelmente não chamam tanta atenção quanto as manifestações visuais – já vi parentes meus revelarem sentirem cheiro de pessoas queridas finadas em determinadas situações). E ainda assim é praticamente impossível que a imagem se projete integralmente, então a pessoa aparecerá sem um braço, ou o tronco meio esfumaçado, ou apenas com um esboço da cabeça: como uma foto exposta tempo demais ou de menos à luz.  
O resto é o exagero dos relatos que a ficção absorve e sistematiza, da mesma forma que a língua mal pintada de um lagarto tornou-se um labareda de fogo, fazendo do lagarto um dragão (inspirado por lendas chinesas) e, a partir daí, os exagerados e os filmes americanos fizeram o resto para transformá-lo num brontossauro rococó lança-chamas (não à toa as sereias, de horrendas águias com cabeças humanas, tornaram-se a pequena Ariel).

Tais momentos se revelam como epifanias avessas, duram por um breve momento, geralmente na casa dos minutos. Embora a sensação possa perdurar, como a lembrança de uma dor física que não se sente mais, por mais tempo.
Num dia desses, num dia assim como esses descritos, eu estava deitado na cama sob uma meia luz de um dia nublado já quase anoitecido (uma madrugada funcional), eis que as lâmpadas do quarto deram para piscar sozinhas, com o interruptor indubitavelmente desligado. Uma pesquisa breve na internet salvou-me do desespero maior (há explicações técnicas para o ocorrido). 
Quanto não se está em depressão parece ser tão fácil não estar em depressão e quando se está em depressão parece impossível não se estar em depressão. O mesmo serve para apaixonado. Ou frio – talvez aqui tenhamos a mais eficaz metáfora: nossa lealdade à temperatura: ninguém fica de casaco se a temperatura beira os 40 graus porque fez um pacto com o casaco ou acredita no frio. 

Passado o momento, retorna-se à estabilidade da posição de normalidade e a retrospectiva do fato não se torna novamente o fato, virando apenas uma lembrança, não raro humorística. 
Graças à nossa fé no normal, no cotidiano, no óbvio; à fé que nos levará de volta para a absoluta maioria dos dias da nossa vida em que coisas mágicas não acontecem. Num momento de terror como esses, é preciso crer, com toda a fé que se adiciona à palavra “acreditar” no seu sinônimo “crer”. Crer, com toda fé, no crível.
Entrar na cozinha e torcer muito para que as cadeiras estejam no chão e não no teto; acreditar que ao abrir os olhos não haverá qualquer coisa que já não estava lá quando se os fechou; e que no passo acelerado entre o interruptor recém-desligado e o quarto a luz barroca da sala iluminada de longe por outro cômodo não reflita nada no espelho a não ser o que se espera ordinariamente refletido – que só os meus olhos me olhem. 


[NOTA]: embora tenha escrito o esboço embrionário desse texto há mais de um mês, deixei para publicá-lo agora após o Carnaval - e ele já estava pronto antes do feriado. 
Pois que anteontem, 04/03/2014 – a nota trata-se de uma coincidência –, tive meu primeiro (e espero único, o último) ataque de pânico, no shopping Pátio do Batel, em Curitiba. Pouparei a nós todos dos detalhes, mas já posso dizer que, de tão por ora superada, já me rio e faço piadas da situação. 
Mas o fato aconteceu e posso dizer que é uma das piores sensações para se sentir, inda mais por não estar associada a um alívio respectivo, como a maioria dos sofrimentos (um veneno sem antídoto). 
Num shopping com casacos de R$ 11 mil e diamantes de 30 (mil, claro, né, meu amor) a única coisa que eu queria naquele momento era paz; e não me refiro à paz mundial ou à anulação de qualquer stress, refiro-me à paz como normalidade, como estabilidade, como a capacidade de respirar, andar, olhar, pensar etc. Enfim, a capacidade.  
As forças negativas realçam as positivas, como num chiaroscuro barroco: prometi ali o meu melhor assim que escapasse e ficasse são; graças ao meu bom Deus, ou ao meu bom anjo, ou ao São Jorge, temos João são. Agora é comigo, aproveitar a sanidade - e a versão positiva da força do pensamento e do estrago brilhante que ela pode causar. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Superjoão

Como sabemos, arriscar é deixar o sólido e louvável caminho do sucesso ao optar por uma estreita ponte rumo à glória, ou, melhor dizendo, à ambição de, ou, quando muito, sugestão de glória; evidentemente, uma vez ponte, uma vez estreita, anda lado a lado (com seus dois lados, aliás) com o abismo, oferecendo a estatisticamente provável queda (não à toa a palavra fracasso, de significar o som de algo em queda, tornou-se sinônimo oficial, para além de sua eficaz metáfora, de malogro: o baque, como qualquer coisa que nos toma totalmente o controle, como qualquer coisa conduzida unicamente por uma força essencial da natureza, é uma das mais altas formas de libertação, quando opcional, mas o momento ápice de nossa incapacidade diante do contexto específico oferecido pelo mesmo momento, se compulsória).

Mas cada um sabe ou decide onde e aonde pode caminhar, e se ali pode correr ou seja lá qual outro movimento tão propenso a metáforas. 

“Ah, mas o João é concursado e vem meter esse blá-blá-blá”, alguns devem estar pensando; sim, sou-o, mas me arrisco, estou me arriscando paralelamente, num ansioso (por urgente) processo de risco. O serviço público é meu Clark Kent metafórico, um João de desnecessários óculos metafórico escondendo um João de capa metafórico, voador. 
E, a despeito da incontornável piada (a qual eu indubitavelmente faria se lesse este texto escrito por outrem) da cueca por cima do colã metafórica, há sim um símbolo que supera o indivíduo, supra-homem, que nada mais é do que sua origem extraterrena potencializado pela estadia na Terra, pelas possibilidades deste generoso planeta. 

Adiante, a cada passo completado, a sensação de que a estreita ponte era também um caminho sólido, tanto quanto o que se faz de casa à padaria, de que era apenas uma questão de zoom, ou, melhor, do caso do caminho crescer até seu tamanho adulto e ajustar sua proporção em relação a nós, de que o risco nada mais é do que um exame de ingresso para onde se devia estar, a porta da grade do zoológico para a selva destrancada, porém fechada. O Superman é a verdade, não um disfarce. 
Se voar, para o alto e avante. 
Se cair, para o fundo, sem escolha, mas, depois, novamente avante. 



(A foto não precisava, mas, sei lá, precisava sim.) 

JOÃO GRANDO
ÃOJO DRAGON

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

João's joões

Tem ficado cada vez mais clara uma relação minha levemente (e neste advérbio subentenda-se controlada, administrável) esquizofrênica com minha atividade artística, a ponto de encarar rabiscos abandonados como fotos de crianças que são adultas, a ponto de vigilar sumariamente com melancolia solene o que vai ao lixo e nunca mais voltará, de encarar desenhos engavetados como abandono e cárcere, de ver numa execução difícil uma forma geniosa, na fácil, uma amiga, e de delegar funções a um grupo de pessoas que nada mais é do composto por mim mesmo, segmentado por função e tempo (um João que limpe amanhã). 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

apolíneo / dionisíaco | panaca / terrorista

Chega, em plena primavera alta, o horário de verão, repletando de lazer nossas rotinas semanais; é o horário novo e com ele novamente a hora de se despedir da tradicional pelagem de inverno, composta pelo corte estilo imigrante na razão de espessura bigode > barba, de estrutura clássica, pré-hipster, com ornamentação espiral das sedas supra lábio superior; ano que vem, com a época das chuvas e dos ventos, retorna-se ao visual mais favorável à proteção da pele. 

Não há saídas: com a barba é talibã; sem ela, aquela cara de panaca.

A novidade deste ano é que o gel Bozano que tomei de empréstimo do Mestre dos Magos exala uma fragrância de Chevette Hatch, o que me leva numa viagem pelo tempo aos 80’s e dá um tom de expectativa, já típico do verão vindouro, anunciado pelo seu horário especial. 
Ou talvez no índice de sensações eu tenha tagueado improvisadamente o banco recém saído da fábrica da Chevrolet, e me precipitado na interpretação do odor, alocando-o forçadamente numa fôrma na qual coincidem apenas algumas notas sintéticas de conservantes. Se bem que que novidade desnecessária, nada que ver; mas até ano que vem, bigode e barba, e bem-vindas de volta (após meses) lâminas, espumas, bagunça na pia e todos os envolvidos. Let's be imberbe! 

#theButhcer #Luigi #VdeVingança #Osama #Dom #DoutroEzequiel #séculoXIX #Borat



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

30


Há 30 anos e 1 dia atrás eu nasci. 30, a soma de Pelé, Messi e Maradonna. Ou a soma de Cruyff, Garrincha e o Romário (sacrificando sua 11 por uma 9 de sua posição pela perfeita combinação). Ou 3 Pelés, pronto.
30: se cada ano vivido fosse um ponto na tabela da série A do campeonato brasileiro de futebol, neste exato momento estaria à frente do Coritiba, Sport, Palmeiras, Figueirense e Atlético Goianense, salvo da zona de rebaixamento. E válido lembrar que, ao menos no filme de Richard Donner, foi a idade de Superman começar a trabalhar (como super-herói). 

Até ontem não tinha (ou não era, se fosse em inglês), 30 anos, agora (os) tenho. 
Ou seja, se pegássemos um transferidor (aquela régua circular escalonada em 360 graus), cada grau seria um mês vivido (alguns, acentuados, vívidos). Cada risquinho daqueles seria aquele prazo de 30 dias que nós esperamos para receber certos documentos ou (aí mais ou menos) certas manifestações cíclicas da natureza. 
Devido aos 30, ouvi desde a óbvia associação a Joãosinho Trinta (inclusive por mim motivada) até os conselhos alarmistas (ainda que leves e gentis) quanto à velhice chegando. Garanto, no entanto, que permanecerei o mesmo ABOBADO de sempre, aliás, como nunca. 



Aproveito o espaço aqui cedido por mim mesmo para agradecer a todas as felicitações e boas coisas desejadas para mim. Embora não me importe com os esquecimentos (afinal não é nada demais), as explicitações mesmo singelas ou por vezes sistemáticas dos que lembram sempre me alegram: até porque eu acredito em seus teores. Não raro minhas respostas às felicitações são maiores do que as próprias felicitações (o comentário maior do que a mensagem no mural), disparando um discurso que era mais apropriado ser recebido, e que não o é pela sufocante réplica irregularmente por mim emitida. Talvez sinal de insegurança, ou de generosidade, ou de carência, ou de desprendimento, ou de narcisismo, ou de humildade, ou de nada (provavelmente). 
E ressonou hoje na sensação de decolagem, sintetizadora de nostalgia e expectativa que naturalmente perfuma a atmosfera de mudança pessoal de década, reforçada pelos acontecimentos pessoais, a descoberta de que a deocolônia que exclusivamente uso desde os 15 anos (cujo cheiro me lembra “hoje tive coragem e falei com ela” por fatos da época) saiu de linha e não será mais fabricada. Primeiro a reforma no salão, depois os 30, outras coisas no meio, e agora isso. “Du mußt dein Leben ändern”.

Por fim, O link seguinte é de meu perfil no meu site, cunhado lá em 2007, e que se baseia neste evento digamos "bem importante" que é o nascimento: 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Esboço sobre tela

Esboço (já na tela) de uma série vindoura de pinturas (já projetadas (imaginadas, psicografadas, paridas, desenterradas, capturadas), inda que submetidas à intermitente reavaliação), às quais deverei oferecer, além das horas de sempre, ainda outras mais furtadas das atividades dedicadas à televisão, futricação em redes sociais, jantares, sonos etc. Até porque já há um outro bocado demandada por vídeos, textos, peças e o que der e vier. Mas valerá a pena - quero ver, fazer para as ver. Ou quiçá ainda confie no sopetão de minha execução gráfica veloz e não furte hora alguma das fundamentais banalidades. Mas quero as ver, exijam o que exigirem, o tempo de as alcançar é meu e é este, a duração que nem se apresente (e ah, madrugadas, aí vou eu).

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

joao~grando @ ZUPI #23

[ZUPI nº23] joao~grando [ZUPI nº23] joao~grando

Participei da edição nº 23 da célebre revista Zupi, na abertura (duas primeiras páginas) e no fechamento (duas últimas), o famoso start/stop, além de mais uma imagem abrindo a galeria no centro da revista.


O resto da revista está TRI MASSA também. À esta altura já não está mais nas bancas (era a edição do bimestre jul-ago), mas está à venda online em 
www.zupishop.com/produtos_descricao.asp?codigo_produto=690


[ZUPI nº23] joao~grando

terça-feira, 18 de maio de 2010

[sk8|CARVEBOARD] Faltou o casaco de Gal. // plus: blá...blá.

[sk8] carveboard

[sk8] carveboard
Também que nesta noite que passou senti uma angústia depressiva vindo do temor que em anos não sentia. E fazer esta besteira visual aí de cima fez-me relaxar. Mas agora o temor parece que será eterno. O anti-amém: que não seja. Que eu seja, aí sim (porque somente isso me salvará). Medo no momento, mas sem chororô - que eu dê meu jeito - para isso é que aqui estamos. Já há 8 anos atrás (e o número 8 escorpiano é a chave: ter tudo com coragem ou a desgraça com mesquinharia (e, claro, covardia/acomodação)) foi uma choradeira, aos dezesseis ou aos dezoito de maio, que chegou a borrar a caneta azul (de repente num aparente egocentrismo eu o digitalizo, mas para registro pessoal que é o que isso aqui a que chamamos blog (e a que chamo joão's opiniões) se destinaria se o tratasse como quero tratar a partir de agora ( e este 'a partir de agora' já foi várias vezes) mas este é ano do tigre, e tenho de atingir a maravilha adormecida, ou ainda tímida dado que já desperta, tenha de atingir miraculosamente porque é isso que tem de ser: tudo, tudo se encaixa - o que dá numa metáfora geral que faz com que eu liberte todos os problemas numa solução somente - e em centenas quiça milhares de e-mails a mim mesmo isso foi audociosamente esquematizado (e logicamente abandonado no seu fim, mas incutido na memória, emergindo a cada anotação de auto-ajuda e promessa). Liberdade, que venha, pois se eu acreditasse na encarnação sistemática do espiritismo teria ficado ainda mais claro o cárcere injusto que fui noutra vida. Agora é tempo de colher, e a colheira e para os outros, mas me deixa como um animal cumpridor do instinto.
E me perdoem aos que lerem o texto com este estilo ultrapassado, traindo a todos os feitos com um coração obedecendo a uma mente estética (o coração está na mente, no fim nada é separado, o que faz com que estejamos sempre falando de corpo ou alma ou tanto faz o nome que se dá a e/ou o). Porque se for para ler com prazer, leia o resto das coisas por aí, estas nem erros de português têm. Até porque agora neste exato momento em que me distraio da aparente (o que não dispensa ser real) desgraça infinita, ocorre-me que isto é no fundo um exibicionismo frívolo (eu não usa assim de modo tão idiota os adjetivos), uma vez que a coletânea de e-mails para um destinatário que sou eu mesmo já deixaram tudo bem estabelecido. Talvez seja mais uma tentativa de rito e é bem isso que (baseado numa carta Torre Fulminada tirada há pouca) que devo abandonar (dois quês, deixo assim). Rei de Paus p.m.: as cartas já disseram, desde o ano passado e ainda antes, as cartas de correio eletrônico também. Serei-me.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

é-nos óbvio: O_HORIZONTE_É_O_PRÓPRIO_ALÉM


além do horizonte tem outro horizonte

pode-se chegar aonde estava o horizonte
mas não ao horizonte
o horizonte é o prórprio além

Emocionei-me agora. Fuçando na gaveta procurando um CD contendo uma versão rackeada e pirateada (no estilo cópia de amigo) de um antigo fotoshop qualquer p/ instalá-lo no meu recém adquirido_de_2ª_mão NOTE, deparei-me com um antigo bloco feito de papel reciclado que carregava comigo em 2005 (do joao~05) e anotava qualquer ideia que vinha à minha cabeça (um twitter pessoal, mas sem limite de caracteres e outras mais) e eis que me veio à cabeça a ideia de anotá-lo por inteiro, s/ cortes, e fazer um .pdf e deixar por aí p/ quem quiser ler (e talvez ir selecionando uns e mandar no twitter) e [qual o que] descubro que já anotara tudo em 2006 mesmo, quando investi tempo num original submetido s/ sucesso à avaliação competitiva do concurso de poesia Mário Quintana 2006, que resultou p/ mim na vivência real do poema ELES PASSARÃO; EU, PASSARINHO.
Um dos escritos é este aí acima, numa boa helvética (arial p/ quem não tem helvética) neutra - imitando o bloco de notas de onde está tudo isso (disponibilizo em breve, ou vai saber). O HORIZONTE É O PRÓPRIO ALÉM.

domingo, 4 de outubro de 2009

cumpleãnos_03/10

Data: 3 de outubro de 2009
[clique abaixo para acessar as fotos do evento]

1
As fotos, os filmes contrangedores, os relatos jamais traduzirão com perfeição. Mas eles estão aí: abaixo recortes de e-mails trocados em vista da coisarada toda. COMEMORAÇÃO boa, massa, TRI AFUDÊ.

Tudo começou com um simples correio eletrônico em 29/9/2009, às 16H12: Tigres,/próximo sábado, dia 3 de outubro, faço aniversário.//Sempre fui meio avesso a comemorações, mas como este ano coincidentemente cairá num sábado, promoverei uma pequena reunião íntima, ou churras, ou churrasquinho, ou confraternização, ou o que quer que seja (pô, Brotherrr, vocêxs schabem).//Em princípio será no salão do meu prédio, que, para quem não sabe, fica à rua Duque de Caxias, 355 (esquina c/ a Gal. Salustiano, ao lado do Challenge, próximo ao Rondon e à churrascaria Jardim do Lago) – o meu apto. é o 303, mas o salão fica no 7º andar. Será à noite, a partir das 20h ou por aí.//Não tenho nada para oferecer, a não ser a minha iluminda presença e a de vocês mesmo, ou seja: A ATRAÇÃO É QUEM FOR.// Só peço p/ levarem bebida quem for beber (já terá alguma coisa, mas sabem como é...) e me AVISAREM se vão ou não e se comerão ou não para eu ter uma noção da coisarada toda.//Evidentemente as respectivas não endereçadas no e-mail estão convidadas também.//Da mesma forma, se esqueci alguém (até porque não tenho e-mail de todos) ou quiserem levar alguém, não tem problema, só me avisem./5 ou 50, todos serão bem vindos./Beijos,/João Grando/“Guajuviras é bairro”/“Porto Alegre é/pequena”/“Tá bonito dema(á)is”/etc. DIGO, joão das tranças é clássico – we will see the turtle. MICA, eu também, mas esqueci de apagar teu e-mail, fazer o quê.. MOLITERNO! IHHI! MANO, a chave está embaixo do tapete, o dinheiro do pão tinha ficado em cima da mesa mas não tá mais lá... CÁSSIO, leva a câmera, que o salão tem vista p/ o bairro inteiro, se a gente cantar, quiçá Porto Alegre poderá ouvir. BIAZUS, rei do futebol, letra do PIFC a ser terminada. BEIRINHA? Que Beirinha? [créu] VICKY isso... sempre... acontece... Aguardo-vos. Beijos. | SORRISO> Muito voce se engana, meu pequenino biaZuS.../A canção está em minha carteira, pronta para ser continuada!//E por falar em canção, alguem aí sabe a diferença entre o pintor e a canção da ausencia? O pintor pinta com tinta... e a canção da ausencia? TITA TITA TITA TITA (chaves memories..)//Sabado estaremos la, nao soh eu mais tb meu chapéu do Michael Jackson. Isso vai acabar numa tremenda confusão! | GRANDO> O JUMENTO leva CINCO EMAILS E DOIS DIAS p/ responder e pergunta a coisa que já está de cara no primeiro e-mail!//Vaguinho, é SÁBADO, 3 de outubro aí pelas 20h, no mesmo prédio onde mora o CADEIRA, no salão onde ele costumava caçar vizinhos e vizinhas com a “rede” de ping pong (leia-se um bagulho de aço da GERDAU para segurar espeto). E a VEIA aparecendo. | CADUNA> Ta trabnquilo então recado dado e entendido./Estaremos ai amanhã prestigiando..../O Cara que fez o que ninguém previa.//Hahahahhahaha | CASSIO DOYLE> Invariavelmente alguns vídeos vão cair nas mãos do tablóide sensacionalista inglês The Sun... Vai ter gente bastante comentada na mídia essa semana... | RODRIGO> Bah gurizada, sem comentários, não sei se era eu que tava completamente bebado mas a festinha tava muito afude, pelo menos pra mim tava muito divertido/Aquela parte no final então das danças e cantorias! Heheheh/Espero que a maioria consiga ir pra praia to com umas ideias perturbadoras na cabeça... | BIAZUS> Como é que o Rodrigo não terá várias ideias... com um porongo desses! Hehehehe/O aniversário do Grando estava muito bom... principalmente a parte do Uhuhuh Uhhhh Uhhhh Uhhhhhh aaaaahhhhh | DANILO> isso foi antes de tu e o Luciano dormirem sentadinhos um do lado do outro???? huashuashuashuashuashuas destaques para a pochete/carteira/travesseiro/celular quadrado que o João ganhou... | RODRIGO> Bahhh muito bem lembrado por voces!/Acho que temos que comecar a contratar alguém pra gravar nossos eventos heheh Pior que o Bia e o Luciano perderam o final então que virou a maior varzea e os vizinhos começaram a reclamar que a gente tava cantando e pulando na sacada, dai o pai do João apareceu lá pra nos avisar e o João só disse uma coisa pra ele “vai te fuder Grandooo!” hahahahah | QUINHO> Gente, eu tenho um diamante! | ESPINGARDA> Olha o comentário da minha namorada, que estava em casa dormindo... "Poxa como vocês cantam alto, e o Sorriso não largou o microfone!!!" Para a surpresa dela informei que não havia microfone no local... Alguns vizinho meus relataram a vontade de chamar a polícia, o que comprova o sucesso da festa. | CÁSSIO DOYLE> A festa na mídia!/Poucas fotos:/http://picasaweb.google.com/cassiodoyle/AniversarioJoao?feat=directlink //Muitos vídeos:/Flagrante http://www.youtube.com/watch?v=_4htimTzwzA Uh uh uh uh uh uh uh aaaaah aaaaah http://www.youtube.com/watch?v=kSm7AeaJ_H0 Bailarinos http://www.youtube.com/watch?v=Ub7jRTosPmw Um belo casal e um aproveitador.... http://www.youtube.com/watch?v=BPaIKj-rFsI João cortejando Rodrigo... http://www.youtube.com/watch?v=GzPR_lCWRQ8 O "estrupo amigo" do João, e a vingança do Sorriso http://www.youtube.com/watch?v=MSJDtjuDz6Q hehehehehe Uh uh uh uh uh uh uh aaaaah aaaaah http://www.youtube.com/watch?v=kSm7AeaJ_H0 à “ | RODRIGO> Eu vi o Cassio num filme porno…ahhhh ahhhhhh!!!!” Não sei se me lamento ou agradeço a Deus por momentos desse tipo heheheh | GRANDO> Gurizada, primeiro um serviço de utilidade pública: alguém perdeu um ESCAPULÁRIO lá no salão./Acho que é do meu IRMÃO AFRICANO, o Thiago (já que é prata), provavelmente perdido no momento da dança final anos 90 (depois daquilo nada mais seria possível).//Eu perdi o PONTEIRO DE SEGUNDOS do meu relógio novo (a noção do tempo junto) e o “vidrinho” do mesmo, entre outros saldos BIZONHOS (nem perguntarei se alguém achou...)./A minha pochete/ celular/ carteira quadrada é moda certa no verão 2010. //Foi provavelmente o maior U-U-U-U-U-U-aaaaaaaaaa da história.//“GRANDO, VAI SE FODER, TU NÃO É O SÍNDICO”, complementado por “gurizada, agora o assunto é sério, os vizinhos lá embaixo não estão ouvindo, temos de cantar mais alto”.//E uma hora o GRANDO chamou o DANILO de ROBERTO e ainda disse “Roberto, eu vou roubar tua mina” – Grando RAPINANDO, é o fim.//E mais um bordão “Catarina é índio”.//Entre outros saldos bizonhos. Admiro o registro documental do Cássio (claro que não vi ainda os vídeos p/ talvez mudar de opinião). Vicky, o escapulário roots está na mão. Eu vi essa porra do Guajuviras território da paz ontem de madrugada também! Substitui o “Canoas capital da saúde”. E o nascimento do “Catarina é índio” está registrado em Full HD (disponível em breve): o Mica com sua irrepreensível imitação barriga-verde falou para pararem de lhe filmar, pois isso roubava a alma, no que eu apenas conclui com a inevitável frase. Todas comporão o hino, não na letra oficial, mas naqueles gritos de motivação, do tipo “canta meu povo”. Joao pé de feijao.. meu caro amigo...amigao../ | GUINHO> Recebi seu email, apenas hoje.. aja visto que estava com problemas com a webmail... vulgo ´´esqueci de pagar a porra da conta´´/cara.. parabens... fudeu, nao consegui ir mesmo./mas fica aqui o registo dos meus parabens ao velho amigo, saude, sucesso e que tu consiga comprar um celular. Sei que trabalhando forte, com teu carisma, tu ira conseguir dinheiro pra adquirir um.
[GRANDO] Mi casa es su casa. Siamo tutti bona gente./E se não ficou claro, em bom português e no Vicky Stile:/ TRANQÜILO... NÃO DÁ NADA... ainda mais... que ele não é daqueles... que não cobra nada... eu precisava disso, sei lá... (ad infinitum na viagem). [CADEIRA]: Hahahaha!!/Pra quem ainda não conhecia.. .esse é meu irmão João Neandertal Ricardo Lopezzzzz Grando!//êita Índio véio... é um verdadeiro vencedor!//Duvido alguém de vcs conseguirem sobreviver hoje em dia sem MSN nem celular.... [GRANDO] É CAFÉ LONDRINO, Cadeira. E se tu quiser botar a roupa da rainha da Inglaterra, pode./(...)/O Vaguinho não responde porque quando vê os nossos nomes unidos lembra da HUMILHAÇÃO no Tênis de Mesa e fica IMÓVEL [CADEIRA] Só me responde uma coisa... tipo, chego lá pelas 8h e saio umas 23h pra não ter problema, ja que o jumento do aniversariante não falou se é janta ou almoço, café da tarde, café londrino das 17h ou o famoso 'super'./E não é só comigo, não... esses dois putos tbm tem que ir de qqr jeito!


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*[este post foi publicado artificialmente na data de 04/10 p/ condizer com o período]

Em seguida alguns vídeos, alguns momentos ESQUECÍVEIS, dentre eles Strawberry Fields Forever maldito ou dança do acasalamento, bem como outros não menos HISTÓRICOS, porém motivos de orgulh, como o 2° maior u u u u u u u a-aaaaaaaaaa... (ou simplesmente 7u+A...A), já que o primeiro acontecera alguns minutos do registrado
.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fwd: Canoas: a_cidade_média/_terra_do_xis e um pouco de etc./ diário

Canoas, a terra do xis, a cidade-média: um homem passou com a singela inscrição "VIRGINDADE É QUE NEM PICOLÉ, ACABA SEMPRE NO PAU", s/ abrir mão de ilustrar a camiseta c/ um picolé e uma virgem impressionada com o palito fálico se aproximando dela; a música tribal indígena chilena se parece com Simon & Garfunkel e the Beatles e uma mãe deve ter pedido de presente do dia das mesmas poder se vingar dos filhos e lançou sua fúria acumulada pós-parto, ou simplesmente assistiu a DOIS FILHOS DE FRANCISCO e, num movimento de estalar os dedos que acaba apontando uma ARMINHA FEITA COM A MÃO para a TV, proferiu o temido "TÁ AÍ!", encerrando a tal frase e promulgando a aposta com o soquinho na mão oposta aberta. O resto dá para imaginar: teclado, microfone e os dois guris no calçadão de Canoas pagando vale, ou, para não definir as coisas, cantando no estilo ovelha, não o cantor, mas a ovelha_animal em si, tremendo, ou seja, no estilo Xororó-ó-ó-ó. Isso foram tuítes_#canoas, exceto o último que foi impossível editar para 140 caracteres. (Talvez um dia invente-se um serviço tipo migre/ tinyurl/ moourl etc. para frases e textos em vez de somente para URL, mas aí, vide vós, tudo perderia o sentido, ou, como disse certo @ que não sabia que o "Twitter tinha essa limitação de caracteres").

Esta atitude é quase um Flanêur Baudelaireano, que me lembra olhar inocente, ingênuo (ainda o moderno ultrapassado de Baudelaire), de criança, e isso me lembra a Meggie tocando o ursinho fora e brincando com a caixa do presente (autêntico primeiro olhar diante das coisas). Eu tenho assistido Simpsons ao meio-dia na TV U.l.b.r.a. e desde segunda-feira (ou terça-idem) eles começaram do 1ºão: Barney de Cabelo loiro, Milhohouse de cabelo preto, Smiters de cabelo roxo e pele bronzeada. O Homer era mais irritado e eles faziam questão de apresentar o Bart como um molequão_levado_problema. Isso me ensina que é preciso começar, pois o processo é importante – as coisas se resolvem quando se realizam. Ou, como disse Picasso, "a inspiração que venha, mas que me pegue trabalhando" (ou algo do tipo). Aliás, eu já fiz as devidas anotações disso no meu blog pessoal, que é um dos cadernos que tem lá em casa.

Ainda sobre o ingênuo, criança e Flanêur, a mocinha da novela das 7, a Isabelle Drummond (ex-Emília) encontra-se num estágio especial da beleza, quando ela já não é aquela fofura_cute de criança mas tampouco a exigência urgente de consumação que passa uma mulher: é uma beleza de filha adolescente, magrinha, mas já rascunhando a mulher. É uma beleza primaveril, sendo o verão a de conotação sexual, desejo. Isso prova que assisti à novela dia desses e me convenci terminantemente que Sérgio Marone é a mais mongolóide das personalidades. É tipo aqueles personal-trainers que põe a mão na cintura das gostosonas na academia e se acham os comedores (com a diferença de que estes são engraçados e aquele nem isso consegue). (O engraçado de falar isso é que às vezes há gente assim na vida real que depois que você conhece e fica amigo se arrepende destes julgamentos superficiais – então fica impossível (e infantil/ juvenil) dizer o que acabara de dizer.)

Depois do @1milhao, acho que transformarei o @joaogrando em um @2milhao [sic] e porei todas as frases que eu já disse e ouvi na vida (s/ repetir, tipo "bom dia" é só uma vez). Talvez eu passe dos 2,000,000, mas aí ficará como os 88 loucos do Kill Bill: apenas um nome, sem um referencial matemático exato (ou sequer próximo). Isso foi um comentário n'oPrimo, mas carece registrar.

Para encerrar, em homenagem ao dia de las madres [o que calharia um não_tinha_dinheiro_então_escrevi_um_bagulho, no melhor (mais bom) estilo poeta-maldito-atrasado ou jovem que adora dizer que é um bêbado com uns trocados a andar pela Cidade Baixa, ou tal qual a história da música que diz Carol, Caroline do Raça Negra – mas nenhuns de ambos os três casos serve], postado há tempos atrás, escrito há mais tempo ainda, mas é tão curto que não vale o trabalho de viajar por um link:

a mão que balança o berço não é a mesma que fizera o berço;
a mão que fez o cobertor não é a mesma das mãos nenhumas anteriores.
para o habitante do berço entanto toda mão e tudo mais é mãe.

domingo, 3 de maio de 2009

descer

Embora olhando assim pareça tratar-se de um caixão (o que de fato é, embora não na conotação tradicinal - que é muito mais que uma baita caixa), isto trata-se de um nascimento. Estreia do carve foi neste feriadão. I-HI, (irri) PICO MASSA, CAVADA, enche um pouco o pneu etc. começam a se tornar (além de palavras que combinadas podem gerar buscas de resultados indesejados (como alguém procurando um conto erótico (que se reforça agora com esta última expressão antes deste parêntesi e, por que não?, reforçado pela infame pegadinha de se usar o como como verbo) com ihi essa pic. cavada na minha massa ou alguma bizarrice do estilo)) termos do dia-a-dia, ou do final-de-semana-a-final-de-semana. Enfim, estreiado - uma hora que tiver com paciência presto um serviço para quem quiser se aventurar na aventura, que é, basicamente, SURFAR NALGURES ONDE SE TEM DE REDUZIR A MARCHA DO CARRO PARA SUBIR. (E eu ainda hei de parar o vídeo bem na hora em que passa uma coruja por mim e fazer do frame uma foto falar da sensação de voar sem precisar necessariamente falar.)


O mais menos interessante é que meu cabelo parece um capacete nesta foto, mas em resposta isso, puxando um hang loose, só posso dizer:
IRriiiI!!!_ASPHALT_SURF!!!!! SK8_ DOWNHILL

terça-feira, 28 de abril de 2009

tempo_livre_n°_perdi_a_conta

luz na cabeça e no coração
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Cópia de DSC03139 DSC02872

DSC03163 Cópia de DSC03155 Cópia de DSC03150

Cópia de DSC03147
E POR-FIM-MAS-NÃO-MENOS-IMPORTANTE:
UM GUARDADOR DE (OU SIMPLESMENTE PORTA) ESCOVA DE DENTES SÁDICO [esta cor porque toda escova de dente ou pasta de dente ou o que puta-que-)te)-(me(pariu-o-valha tem algo de verde limão]

guardador de escova de dentes sádico
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
RSRSRSRSRSRSRSRSRSRSRSRSRSRSRSRSRS
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
HEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHE
ASDUAHSIDUAHSFIAUDBHFOEUBFIEUBFEIF
..............RISOS...............
RÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁ
HOHOHOHOHOHOHO(PAPAINOELCHEGOU)HOH
ENTÃOEHNATALEOQVCFEZXDXDXDXDXDXDXD
HIROSHIMANAGASAKIHIHIHIHIHIHIHIHIH
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>D
(este acima o porta/guardador de escova de dentes em si)

domingo, 8 de março de 2009

8-9/mar/09

Frio na barriga igual a quando eu ia à aula sem o material. Eu sonhei com a coisa toda da arquitetura várias noites na Pinheira. Aliás, pequena depressão saudade de areia agora. Mas, inspirado por Tadao Ando e por outro gênios (inclusive o que Valdir Spinoza disse de Renato - que é gênio porque sabe desobedecer) eu me lembro da abstração que me veio quando vi minha imagem com as veias saltadas: eu sou incomum e muito poderoso, não posso ter medo dos outros - aliás, os outros não devem importar - o nervosismo sempre se mostra inútil depois da prática. Eu não sou um CREA. Eu quero mais. Enfim, a arquitetura enquanto faculdade/ pessoalzinho não me caiu bem, mas enquanto eu lendo os livros e vendo o que se pode fazer, caiu. Então o caso é de voar só, como as águias relativamente aos corvos. Mas entre os corvos, Sofia é belíssima. Ou ao menos bela. É sim.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

confissões ou eu x 6

Meme passado para mim por Janaína Amado. Tenho visto que uma galera entrou, gente que eu imaginava não gostar de memes, tipo o Tiagón e o homem por trás (ou à frente) d’O Biscoito Fino e a Massa. Enfim, alguns o chamam seis confissões, outros seis coisas sobre o que não se sabia sobre mim ou algo do tipo. Embora sejam parecidos, os dois são diferentes (ohhhh!).


1 Nos meados da minha primeira dezena de vida eu pensava ter fimose porque acreditava que o prepúcio deveria cobrir não somente a glande como o pênis inteiro (isso vai gerar uma série de buscas indesejadas), tipo uma casca de banana. Também pensava que a vagina era na frente (onde ficam os bigodes de Hitler quando as mulheres assim depilam), mas isso seria outra confissão.


2 Eu tenho medo de barata. Não é bem medo, mas um desconforto com a possibilidade de elas voarem que se soma ao dó de matar qualquer coisa viva ao vivo (pois como carne) e àquela gosma que sai delas quando mortas, ou, por último mas não menos importante, o fóssil que elas deixam no chinelo é deveras desagradável. Mas não sei o que houve, quando era criança (à época que pensava ter fimose) eu as pegava na mão s/ problema algum (talvez a fimose me deixasse menos nojento). Mas, como tudo, isso muda de uma hora para outra, às vezes me pego sem problema algum com elas.


3 Durante muito tempo, embora não admitisse, eu queria ser o que um dos meus amigos de infância era. Mas isso porque ele era um cara presa (significa foda, não sei se é uma gíria nacional ou somente gaúcha) na adolescência, embora eu modéstia à parte também fosse, ele era mais, e eu tinha meu quê alternativo. Mas isso durou somente até às vésperas da maioridade, quando percebi que minha estética era bem mais rica, talvez porque aos poucos fui vendo que o mundo era muito mais que uma entrega de Oscar (ou seja, do que os pseudo-críticos gostam). Aliás, este meu amigo tinha fimose e eu era o único que sabia para ele não virar motivo de gozação.


4 Eu tenho vários sintomas de TOC e/ ou hiperatividade. O principal deles é uma brincadeira chamada PU que me fez ser (ou ajudou muito a ser, para ser menos tchan) o que eu sou. Outra hora falo com mais calma, mas nela, entre outras coisas, eu imagino minhas jogadas de futebol passadas para copas do mundo, além de cavaleiros do zodíaco de diamante e por aí vai.


5 Eu como muito, embora seja muito nojento com comida. Feijão, por exemplo, somente só, jamais com arroz junto. E frango e molho com arroz é bom se vierem separados para misturar, mas se já vêm juntos eu não gosto.



6 Eu sou absolutamente fascinado pelo reino animal (como um todo), e me fascina ainda mais o gênero Panthera, e ainda mais a espécie tigris. A relação das coisas entre elas me fascina (poesia, música, artes, blogs, futebol, já citado reino animal, grupo de amigos que me cercam, notícias etc). De modo que sempre associo as relações do reino animal às demais relações, então sempre acho um leão aqui, uma zebra ali, um elefante. E daí que eu vi que meu amigo aquele era um leão africano, mas eu sou um tigre na Sibéria. Esta descentralização mais forte me inspira.
O que eu tento (ou quero, devo tentar com mais afinco) é ser um tigre.

as-listras-eu-ja-tenho


Há dezenas de centenas (que pode ser milhares) de confissões que me surgiram, mas como este é um ambiente virtual, falei daquelas que aqueles que não me conhecem pessoalmente não devem saber (no sentido de provavelmente, não que não possam).


Well, há tempos eu vinha querendo falar mais da minha vida pessoal e extrair dela o que há de universal (olha o clichê aí, gente!) e gostei da experiência das ‘confissões’. Dado isso, passarei a utilizar mais a categoria Diário (Journal), até porque um blog originalmente era para isso e até porque isso me servirá como um diário aberto (pois a parte fechada basta manter o post privado). E diários me fascinam.



Quanto ao meme, eu deveria passar para 6 pessoas, mas fica aí p/ quem quiser.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

nome é o de menos. título então...

Sabe quando as pessoas dizem “TU ACREDITA QUE EU NÃO FIZ AINDA?” (com a típica conjugação errada característica do RS) /////e é mais ou menos um processo rotativo ou simplesmente um círculo vicioso, [um círculo viciado pode ser um gordo drogado apelidado no colégio ou um cu que quer sempre estar preenchido] ou SOFISTICADAMENTE, para (OU A FIM DE) não dizer sempre simplesmente.
O mundo vinha se construindo com a mão de obra estagiária, mas agora eles têm férias e eu não posso vingar meu tempo de estagiário quando passava o verão a base de finais de semana. Além disso eu tenho abusado da boa vontade do meu estômago (falei isso no twitter e ninguém nem aí p/ mim, porque, afinal, eu sou também um pouco vítima do que há de narcisismo na WWW.EB). Quando eu termino algo, que seja um poema, um desenho que um monte de gente põe favorito no flickr, é uma sensação de dever cumprido: é o equivalente a lavar a garrafa plástica que eu uso para beber água na repartição [inclusive agora tem uma mulher fofocando a fu na sala ao lado e eu ´não posso perder esta']. É uma questão de descarrego. De pôr para fora, de livrar-se para não mais naquilo pensar – o que poderia ser uma sublimação (tipo “só pensa naquilo”). Estou à beira do mau humor. Torrarei todo meu dinheiro. Quando eu for velho eu que fique andando de paliozinho. Paliozinho 95. ANDA DE PALIO 95 VELHO RIDÍCULO.
=)
=D
=DDDDDDDDDD

Daí o velho pensa: - eu não dou mais bola p/ isso. Tanto que rio. Rio mesmo.


*Em breve novidades bem legais. Inclusive isso é um ROTEIRO para algo visual - lembre-me disso, eu mesmo, pois este asterisco é para ti, mim.


*Eventuais erros de digitação possíveis devido à revisão ausente ou, no mínimo, preguiçosa.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

lua vs. sol: a cor, o signo, o tigre

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Áries vs. Libra, respectivamente meus signos de lua e sol no mapa natal, numa batalha típica (portanto épica) de cavalheiros, entre cavaleiros dourados: sentimento kamikaze no ar num céu de fogos de Copacabana.


E meio casca de ovo meio hulk surge o mestre, rasgando a fantasia do passado de pele roxa e, após 243 anos revela a paleta tatuada com um tigre para permanecer uns 4 minutos na série, mostrando que tem uma cosmo energia fantástica, que nos faz sempre pensar ser cada capítulo o último, cada cavaleiro o melhor.



Clique na imagem p/ ver o vídeo.
Talvez o mundo seja filosoficamente solipso, tal como me surgiu uma vez em meados de 2004/5 s/ estudo algum, e seja nossa criação, e este pequeno momento um nó de concentração, uma a reprise de uma(s) epifania(s), um Vale a Pena ver de Novo motivacional, um brinde do acaso, que tagueou os últimos posts todos.
Mas o signo, a cor, o tigre...
Embora meus cavaleiros de ouro favoritos, entanto todos sejam massa, sejam Escorpião, Touro, Gêmeos, e os golpes o pó-de-diamante e o metóro de págasu, exclusivamente pela coreografia que os antecedem, então isso tira a responsabilidade do Saint Seiya em si para abstracionar-se, para virar justamente aquele momento: a cor, o signo, o tigre.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009 veio p/ ficar

Vulcão aguarda erupção. Assim mais ou menos eu me noticiei sobre mim mesmo em 2004. E junto com isso dê-lhe e-mails a mim mesmo, com metáforas sobre horas e sacolas a serem cheias, com lembretes sobre a falta de terra no meu céu (ceu) natal e excesso de ar e fogo.
E em 1993 eu descobri muitas coisas. Mas antes disso eu nasci e mui provavelmente tenha descoberto mais coisas ainda por ocasião deste nascimento.
A menos que eu seja tipo assim um mutante ou tipo assim eu descubra que sou um mutante, a mutação (que seria a erupção, que seria a manifestação física (ou útil, ou prática, ou registrável) da explosão) deve acontecer um pouco mais intencionalmente, ao menos eu devo permiti-la, a fim de que aquilo que vem venha a todos e não fique por aqui, debaixo dos meus cabelos que necessitam de anti-frizz.
2008+1=2009
Levei nos dedos para lembrar de usar os dedos, porque já aprendi, o que era para ser o “pior já passou” da história.
E olhando assim a coisa é para explodir e vem explodindo desde 2004, 1999, 1993.
E isso é assim: o que é para ser feito (ou o que pode) num dia e aí uma semana e daí um mês e daí um ano. E daí eu corto o 1 e deixo o +. E mando o = p/ inferno.
2009 veio para ficar.

p.s.: em courier new, p/ lembrar uma máquina de escrever, e complementando aquele "texto s/ edição" ou algo do tipo logo abaixo, ou mais abaixo, que por sua vez deveria ter uma fonte para lembrar manuscrito rápido.

s/ lugar p/ gagás

Através do acaso uma coisa pode ser inevitável até para quem a torna inevitável.


full_movieimage_12526 palhoca


*recorte inspirado na inspirada crítica de Alexandre Werneck, cuja qual aconselho lerem para pensarem artisticamente no impacto deste filme já que aqui o pincelo apenas em seu tema e pessoalmente, não no sentido de gosto, mas de experiência pessoal casual, coisa para o qual os filmes e tudo mais servem também, também porque além da evidente experiência estética.


Sim, eu quase morri, por causa do acaso ou por acaso da causa. Sim, eu ganhei tudo.

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