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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

olimpíadas até aqui em alguns segundos rasos

Põe-se um prendedor no nariz das nadadoras sincronizadas a fim de evitar o excesso de beleza gerada pelos corpos das atletas somados aos movimentos por estas e usando aqueles executados/ Talita tá ali: 181 cm e parece uma guriazinha/ há pessoas que só cabem ou são vistos no esporte/ quem garante que todos atletas são homo sapiens?/ atletas brasileiros gritando porra em câmera lenta/ agonia a cada salto de cavalo, a cada salto do rodrigo pessoa, agonia a cada saldo de pessoa / por que o Brasil não está mais à frente no quadro de medalhas? Diego Hypólito movimentos perfeitos e só falam "irmãs Hypólito" / um filho de Michael Phelps com Shawn Johnson/ quem roubou a vara da Fabiana Murer foi o velho aquele fanático que atrás do cordeiro de deus achou o Cordeiro, Vanderlei. quatro anos antes nos quarenta e dois mil cento e noventa e cinco metros rasos/ quem procurou álvaro josé na internet descobriu que ele é pai da fernanda paes leme e como eles são parecidos como eu não havia visto antes desculpamos todos os atletas que pediram desculpa para o brasil o brasil que se desculpa antes quase o bial falando quem caiu no chão e ficou sem chão jamaica pouquíssimo acima de zero no woman no cry run woman run cristiane dias no lugar do léo batista cristiane camisa onze anti-dopping nos repórteres adjetivos anabolizantes galvão falando músculos impressionantes por causa dos feitos phelpianos que michael phelps é o novo pelé das piscinas pelé é o pelé dos gramados então o pelé propriamente dito que paga para não nadar pois nada nada ou não nada nada


Cesão tentou cantar o hino: a letra era outra: a língua era a lágrima.


Quando acabar "a Olimpíadas" eu atualizo com um novo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

dear prudence

Looking around que eu me deparei e venho me deparando há algumas semanas com esta propaganda do preservativo Prudence nuns pontos de ônibus.

***
flutuar
tu, ar
tu
ar
***
Após descobrir (descobrir no sentido de começar a usar) esses três asteriscos, eu posso falar de coisas soltas (e óbvias): Eduardo Santos fez valer nos nossos nervos a máxima de que o que importa é competir. Fomentou um momento tão olímpico quantos os recordes Phelpsianos com 100% menos medalhas – porque competiu francamente.
E continuou franco ao falar.
Muito se chora quando se tenta falar o que ouvindo a gente sabe que chorará.
Porque a cabeça quer falar, mas quando se tenta o som caem lágrimas, porque é só o que se consegue emitir no momento, porque o momento (ou sua dor, ou sua alegria, ou só a dor, ou só a alegria) é grande demais (não para achar, mas) para proferir as palavras correspondentes.
E não há como vencer isso.
A lágrima soa como uma bandeira branca, como um tapinha no tatame no Judô.
***
E lágrimas nos olhos, bandeira branca, lágrimas de guerra calham neste escrito:


Máscara
<(Renata Nassif)

"nos dias de luto
deixo os mortos
à terra


maquiagem é escudo
o preto nos olhos
vela a perda


pinto o rosto
como quem vai
à guerra"

terça-feira, 12 de agosto de 2008

u de utopia



O logo logo no início do filme já diz a que o filme veio. É a marca do Batman, está no céu, mas não é tal e qual como conhecemos: este logo do cinema está para o logo do quadrinho assim como o logo do quadrinho está para a imagem de um morcego em si. É uma referência, uma citação, uma inspiração, um conceito, mas é outra coisa, uma coisa nova que, por dentre as nuvens, quase imperceptível, abre o filme sombriamente.

Não é como a esfera amarela que encima a página 40 do primeiro álbum da minissérie Cavaleiro das Trevas, porque estamos numa sala de cinema e o que vemos é cinema. E Batman mesmo é quadrinho, é capa azul, cinto amarelo, uniforme cinza. O Batman fica negro por causa das sombras, não carrega o negro no uniforme.

Sempre é necessariamente uma adaptação toda obra que vira filme – na literatura tanto quanto, por isso é preciso desprender-se do original – a linguagem é outra, e a equivalência da obra não deve estar no conteúdo e sim na maneira como usa da linguagem (por exemplo, eu imagino que o filme La Mala Educación, do Almodóvar, teria alguns recursos parecidos com o livro Budapeste, do Chico Buarque). Porém geralmente o caso dos super-heróis é mais linear: a comparação se dá na narrativa mesmo, no conteúdo, porque o super-herói em si é um conceito narrativo a ser explorado, é uma descrição (argumento) a ser materializada.

Então há sempre uma adaptação mais aguda (em verdade, no caso dos super-heróis, esta adaptação é algo mais superficial do que falava (não num tom pejorativo), como já havia mais ou menos dito ao usar a palavra linear linhas acima) quando se busca realidade. Do contrário, ou temos a coragem visual de Burton ou, claro, ao seu tempo e à sua proporção, o real enquanto realidade de cinema, como no caso do clássico Superman de Donner.

A atuação de Health Leader teve um impacto tão grande por aí que ele até morreu para mitificá-la (agora é um saco ficar ouvindo “o Coringa roubou o filme” – mas a crítica popular deve ser desprezada, caso contrário daria para escrever um livro só para odiá-la). Diverti-me muito, especialmente imaginando a versão brasileira. Mas nada que me levasse a escrever compulsoriamente, como noutros casos.

Bom, este blá-blá todo é porque vi V de Vingança. E não foi no Sistema Brasileiro de Televisão, pois deu anteontem, eu havia assistido uns dias antes.

Chicago, ou melhor, Gotham City, precisa de um herói com face, diz Batman. Mas um herói com face é humano, e portanto não pode ser herói. Um herói sem face é o que temos em V de Vingança. E um herói cuja face pode ser de todos, por não ser a dele.

Sempre falo das metonímias do cinema, como disse aqui, de algum elemento fílmico (que toma de empréstimo tantos outros: palavra, imagem, movimento, som, teatralidade etc, e, às vezes, a convergência destes) que resuma o filme todo.

E temos a cena acima. Resume não só o filme todo como a própria idéia de revolução: Evey beija (uma concretização), mas beija a máscara.

A revolução é um cheiro que nos faz comer algo que não tem semelhante gosto.

Ela fala no homem e na idéia, e ela beija a idéia, pois não pode beijar o homem, que em verdade ela nem conhece, que em verdade não importa. Ela beija a máscara a qual cabe a qualquer um (a idéia) e isso é explicado verbalmente já no início da fita e novamente no fim, sem que fosse preciso (as pessoas (todas, até as já mortas) retirando suas máscaras no final. Assisti sem ter lido o gibi e neste filme também não escreverei criticamente – como o fiz no lugar que foi linkado antes – porque o que li a respeito já me foi suficiente, não tenho a acrescentar. Mas do recorte dele (independente das diversas camadas das quais se originou), esta bela cena resume a utopia da revolução: V era uma paixão intangível para Evey, mas a paixão dela a fez se mover.

E no fim de tudo Batman é bat, simplesmente.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

olimpíadas

A voz do Álvaro José é a voz dos jogos olímpicos. Porque é a voz dele que passa as coisas que a Globo não passa. As coisas que não têm Brasil no meio, que não são suficientemente populares para romper a grade da Globo. Que são as coisas que me fazem lembrar que estamos numa olimpíada. E a voz dele é uma coisa que me lembra olimpíada. Ou Michael Jordan. E também porque ele (o Álvaro, mas o Michael evidentemente também) manja muito.
***
As olimpíadas nos fazem olhar ao seu país sede, e nos faz olhar coisas que já olháramos, mas nos faz olhar novamente. Como o Kung Fu, a muralha, os pandas (perdoem-me os que por busca de "Kung Fu Panda" pararem aqui). Ou eu simplesmente recebi um e-mail sobre o pós-terremoto com fotos de pequenos pandas-gigantes.




Os pandas não se parecem pandas; parecem crianças vestidas de pandas.
***
Os separatistas, como os clientes, sempre têm razão.

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Ou é impossível fazer um urso de pelúcia de um panda.


p.s.: recebi essas imagens por um correio eletrônico.

faltou o robin ou versão brasileira

Não a v. Herbert Richards, a versão brasileira mesmo, com brasileiros.
Orçamentinho estourado, fantasia da Renner ou senão da Ughini ou Courolândia Couroesporte.


Hipótese 1

Bruce Wayne: Marcos Pasquim (ou qualquer outro da linhagem dos Raís – pois todos sabem que estas personagens se enraízam no Raí da Quatro por Quatro, a de 94, do Carlos Lombardi, que é um cara mulherengo, bom de briga, bom de bola, órfão de pai, que no fundo é sentimental, que ama verdadeiramente uma mulher somente, que fala "isso eu fiz só pra tu")
Rachel: Daniele Winitz
Coringa: Murilo Benício (?), no caso desta versão, o Coringa teria uma mulher que seria apaixonada pelo Batman
Mulher Gato: Abigail (apesar de não ter, a Betty Lago tem de estar se tem um Raí presente).
Uniforme adaptado de modo a aparecer o peito cabeludo.
O Batman come a mulher-maravilha, a Catwoman, a Electra, a Mary Jane (mesmo sendo do universo marvel).


Hipótese 2

Bruce Wayne: Wagner Moura
Duas Caras: Lázaro Ramos
Rachel: Dira Paes ou Leandra Leal
Coringa: Sélton Mello, ou Matheus Nactergale, ou Dan Stulbach
O Batman é cearense ou baiano.


Hipótese 3

Atores buscados em comunidades carentes.
A voz cavernosa é a mesma, mas, na hora do interrogatório por exemplo, as palavras são “a coisa fedeu pro teu lado, mané, Jim, busca a vassoura!”.
A vassoura do Batman não é simplesmente uma vassoura preta com o logo.
Ela adentra o interrogado e se abre, e tal qual uma hélice faz a limpa no delgado.
E logicamente, dotado de fina ironia, o Cavaleiro das Trevas começa varrendo a sala e diz que quer clarear, “limpar” as idéias do Coringa.
Batmóvel: Kadete Conversível GTI 94 adesivado.


Hipótese 4

Bruce Wayne: Reynaldo Gianecchini
Chefe da máfia: Stepan Nercessian
Com. Gordon: Tony Ramos
Alfred: Milton Gonçalves
(olha que elenco, olha que disputa pelo prêmio Contigo!)
Direção do Jorginho Fernando, aí os adultos conversam sobre sexo, falam "trepar", traições, declarações de amor. Um Batman mais humano, mais próximo, gente que nem a gente.
Seria a única versão que teria o Robin, Filipe Dylon, ou Rafael Almeida, ou Cauã Raymond, ou Erik Marmo, qualquer um deles pegando tanta mulher quanto o Batman.
O vigilante da Lapa.
Ou o cavaleiro do sol, porque trevas não é coisa do Brasil.


***

Why so serious quase vira o novo Pede pra Sair.

***

Eu não vi a versão dublada, mas parece que ia ser o Ettore Zuim.
Se fosse animação ia ser o Miguel Falabella, o que é uma decisão sempre estranha pôr um famoso, que nem aquele elefante desgraçado, que cada vez que aparecia no gelo me vinha o Diogo Villela à cabeça.


***

Como fazer um filme do Batman s/ o Robin?
É que nem a Sandy s/ o Júnior, Piu-piu s/ frajola.
Robin é carnaval, Robin é Brasil (até a máscara), Robin é futebol.
Santa pretensão, hein Cristhoper?
O Robin podia salvar vidas enquanto o Bruce providenciava uma mega rede com todos os celulares (será que pré-pago entrava?) da metrópole. Ele podia pegar uma procuração do Bruce e assinar os B.O. p/ liberar o Batman.
O telefone vermelho, o Adam West ter sido recusado, o pau-de-sebo, o pingüim, tudo bem... mas o Robin?


***

Quer dizer que a regrinha do Batman de poupar vidas não vale p/ cães?
Esperamos uma resposta, Batman.
A menos que os pobres Rotweillers tenham permanecido vivos.


***

Aguardamos agora o filme do Space Gost, este sim um verdadeiro mascarado.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

habemus vilã

Depois que a Patrícia Pillar mandou o Walmor Chagas p/ o inferno, ela fuma, faz sexo por fazer sem musiquinha para tornar isso comédia e afirma a cada segundo que finge qualquer bondade. Adquiriu, em dois dias, hábitos condenáveis no universo teledramático.


Agora temos otários, agora temos dissimulação, agora temos um cristo pagando os pecados dos outros, agora temos quem faça o que fazemos para condernarmos nosso próprio reflexo. Agora virou novela das oito.

sábado, 2 de agosto de 2008

novos vídeos

Novos vídeos:


1. 2.


3. 4.


1. idéia: vem e vão .têm raízes .crescem .nascem .passam .voam .vem .entram .sem .saem .são .passam .pássaros .por .aqui .ascendem .acendem.


2. Quando se olha os olhos nem sempre são olhos nos olhos.


3. Um violão tem vida e portanto reage. Um violão tem vida e portanto também pára de viver.


4. Um livro tenta falar, mas só fala se for lido.


Estes são mais minimals. Estão em produção alguns outros, mais épicos, devo postar em breve no meu tube.


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