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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ser favorito

Uma nuvem. Se pequena, nuvenzita.
Um barco, se pequeno, barquito.
Se for por pouco, e o pouco o for por pouco, um pouquito.
Uns favores da natureza:
existir tigres, existir plátanos, existir coisas sapientes, existir etc.
Mas um num pequeno pedaço – pedacito, portanto –
é que o é por o ser.
O caso, então, é ser um pequeno favor,
ser favorito.

 

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

alguam caixa alta

A courier new é uma das poucas letras que não parece estar gritando enquanto caps lock. Veja você mesmo:


ESCREVE ALGUMA COISA COM COURIER NEW EM MAIÚSCULAS



Isso que é elegância.
Vide vós por exemplo a grosseria da Arial:

ESCREVE ALGUAM COISA EM ARIAL MAIÚSCULA


Ou da tradicional Times New Roman:


ESCREVE ALGUAM COISA COM TIMES NEW ROMAN EM MAIÚSCULAS


Aliás, a Times New Roman fica se achando Latim quando assim caixa alta.


Aliás, eu escrevi alguam em vez de alguma e colei nalguns exemplos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

quase T1000

Eu me reporto muitas vezes ao meu post nº2: 1º post, em especial à parte da euforia que não é bem euforia, mas sob a qual seria possível comer chocolate no almoço sem sair prejudicado por isso. Há dias nos quais eu tenho a sensação de ser feito de espírito, somente de espírito, de que se se está feliz nada mais poderia nos derrubar. Nem uma bala nos cornos. Porque o peso do chumbo do tiro não seria páreo para a leveza do vazio ou ao menos rarefação de ter se expressado, de ter feito o que tinha de ser feito. Em sexta-feira tchau vira bom final de semana. Bom final de semana. Feliz ano novo, Páscoa, natal e carnaval. Kit Kat p/ o jantar.

alt + 3

copia-de-courage1

<courage>♥</courage> <coragem>♥</coragem>

sexta feira 13º

Hoje recebi o 13°. O 12º já era, e os outros 11 também.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

[OPS!] monalisa vs. sistina

monalisa



Ops, esqueci de dizer que estreei como colunista no OPS!
Faço agora parte como colaborador d'O Pensador Selvagem, este belo projeto idealizado e organizado pelo múltiplo Rafael Reinher, projeto que além de produzir conteúdo interessante ainda conta com blogs criativos e inteligentes tais como o Ágora com Dazibao no Meio e o do Guga Alayon, além de tantos outros.
Em breve, farei daqui um link decente para meu perfil lá.
Meu texto de estréia, na coluna que se chama Cultura saturada, é o Monalisa vs. Sistina, de cujo recortei o trecho seguinte:

"Um duelo entre Monalisa e os senhores e senhoras atléticos da Capela Sistina não seria uma covardia: se eles têm força física, são gigantescos (o Adão teria quase três metros se se levantasse daquela colina, sem falar nas sibilas e profetas) e têm no time ninguém (ou melhor, Ninguém) menos que o criador do universo, a Gioconda revela em seu sorriso esfumaçado alguma ironia, alguma arrogância, alguma prepotência de quem tem um poder misterioso, de quem nem parece humano, de quem mesmo tendo um cenário medieval e místico como as coisas medievais eram às costas, olha para frente, para o futuro, e olha para onde você for."

calamidade - SC

A situação do leste de Santa Catarina nos deixa constrangido em falar em outra coisa.
Tudo parece bobagem, supérfluo, inútil etc. ao se aproximar da falta de saúde, da falta da paz: das tragédias em geral.

Duvido que Deus não tenha consciência disso, está em todos os telejornais, mas assim mesmo as pessoas pedem, oram por quem nem conhecem. E mais uma vez vemos o potencial solidário de ser ser humano, especialmente com a tão necessária ajuda material. Isso é muito bonito.



O bom seria termos esta consciência de maneira contínua. O mundo está sempre em estado de calamidade, a tragédia sempre se reparte por aí.
Sempre alguém precisa de comida, de um armário, de um agasalho. Do lado da nossa casa. Então espero que o exagero de desgraça em SC funcione como funcionam os desfiles de moda, que ao mostrar exageros nos dão tendências do que fazer no cotidiano. Ontem vi que passou Todo Poderoso na Globo durante a tarde, e a mensagem moralizante do filme somada à campanha do Fantástico deve ter deixado muitos brasileiros com o coração repleto de solidariedade (que é uma das coisas que mais repleta o coração). Espero que isso não se encerre em um depósito e perdure como atitude ante o mundo, mesmo que em pequeníssimas coisas.

Se o mundo está sempre em calamidade, segundo eu mesmo, não nos podemos constranger em falar do resto. O belo é tão útil quanto o útil [...], disse, segundo o Wikiquote, Victor Hugo. O que me permite dizer que acho bonito Mallu e o Camelo juntos em tempos de tragédia catarinense. Parece amor imaterial se materializando. De tudo aquilo de intelectual, sentimental e estas coisas às quais convém chamar alma/ espírito. E, como disse antes, com uns beijos etc. para representar esta comum admiração/ falta/ predileção e torná-las úteis. O abraço deles é um recorte daquilo tudo que se tem falado a respeito. É um recorte meu, que assim despreza todo o resto que não fora destacado. Este momento parece ser feliz dentro daquilo que o Camelo parece ser. Agora ele pode passear com seu sapato novo e acompanhado e ser ingênuo à vontade. E isso é a única coisa que falarei sobre isso (acho). Mais que isso fico constrangido, mas por outros motivos. E ao menos agora alguns pseudo-intelectuais/ intelectuais perceberão o valor de uma Contigo!.



Para encerrar, o girassol que eu ganhei (cortaram-no do caule, recebi somente a flor, ganhei um moribundo), uma belezinha de um 25 cm de diâmetro, após duas semanas bebendo água de um jarro está mais e mais perto da morte e com isso seu cheiro ficou forte na sala.
O cheiro da morte me parece cheiro de vida. O cheiro da morte do girassol talvez seja o cheiro de vida acentuado, um orgasmo da vida, de seus últimos momentos antes do fim (se lembrar, porei um texto que falo sobre isso, um texto que é um trecho do livro que talvez um dia publique e que talvez não fale sobre isso, mas isso).

E para encerrar de vez, um dos tantos esboços perdidos no tempo que subi no Flickr nestes últimos dias, de uma família lugar-comum passeando:



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